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sexta-feira, 8 de julho de 2011

O silêncio que fala


Sem ter o que dizer
Muitas vezes a gente cala
A gente perde a fala
A gente emudece
Sem ter o que dizer
A gente finge que esquece
O que não quer esquecer
E no silêncio que fala
Mais que a boca que cala
Os olhos parecem dizer
O que não podemos pensar
Que não há nada a fazer
Além de reter dentro do peito
O que não queremos perder

LUZIA MEDEIROS

Às folhas mortas


   
Folhas mortas
Já não me incomodam
Não ocupam mais espaço
No meu arvoredo
Elas pintam o chão
Decorando a paisagem
Da primavera que vai
E outras folhas verdes virão
Em companhia das flores
Que o vento traz
Há o tempo de nascer
Onde tudo é força
Há o tempo de brotar
Na palma da mão
Há o tempo de florir o coração
De frutificar na ilusão
E de perder as folhas que secarão.
 
 
LUZIA MEDEIROS