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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012



Desistir?
Eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério.
É que tem mais chão nos meus olhos do que cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça.

CORA CORALINA

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

montanha

poeminha amoroso

 
                           Este é um poema de amor
                           tão meigo, tão terno, tão teu...
                           É uma oferenda aos teus momentos
                           de luta e de brisa e de céu...
                           E eu,
                           quero te servir a poesia
                           numa concha azul do mar
                           ou numa cesta de flores do campo.
                           Talvez tu possas entender o meu amor.
                           Mas se isso não acontecer,
                           não importa.
                           Já está declarado e estampado
                           nas linhas e entrelinhas
                           deste pequeno poema,
                           o verso;
                           o tão famoso e inesperado verso que
                           te deixará pasmo, surpreso, perplexo...
                           eu te amo, perdoa-me, eu te amo..."
  
    
                           CORA CORALINA

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O cântico da terra


Eu sou a terra, eu sou a vida.
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.

Eu sou a fonte original de toda vida.
Sou o chão que se prende à tua casa.
Sou a telha da coberta de teu lar.
A mina constante de teu poço.
Sou a espiga generosa de teu gado
e certeza tranqüila ao teu esforço.

Sou a razão de tua vida.
De mim vieste pela mão do Criador,
e a mim tu voltarás no fim da lida.
Só em mim acharás descanso e Paz.

Eu sou a grande Mãe Universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.
Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.

A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste
e o pão de tua casa.

E um dia bem distante
a mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
tranqüilo dormirás.

Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
Cuidemos do ninho, do gado e da tulha.
Fartura teremos
e donos de sítio
felizes seremos.
CORA CORALINA